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sábado, 11 de dezembro de 2010

O Frankenstein

De natureza mais simples, os homens não têm mulheres ideais. A idealização do feminino é limitada a dois factores abrangentes: Para os tendencialmente mais dados ao romantismo, um certo tipo de sorriso, para os outros, todo o tipo de mamas.
E é assim que deve ser.
As mulheres tendem a imaginar um paradigma de homem ideal correspondente a uma criatura compósita que tem as costas de A, as pernas de B e a cabeça de C. Possui a sensibilidade de D, mas mantém a coragem de E e nasceu com a autoconfiança de F. Escreve as coisas que só D poderia escrever, mas pensa como F, comportando-se como E.
O homem que as mulheres se habituam a idealizar é um Frankenstein físico e espiritual colado com o cuspo da sua criadora.
Não admira, pois, que sempre que uma mulher o julga ter encontrado, no fim da curta festa restem incómodos pedaços da criatura espalhados por todo o lado.