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sexta-feira, 19 de novembro de 2010

duendes pululantes


Como se não me bastassem as insónias crónicas, ultimamente, as minhas escassas horas de sono são conspurcadas com duendes pululantes. Fui investigar a cura e dei de caras com o prenúncio:

Os duendes são personagens animadas da mitologia europeia e são semelhantes às fadas e aos goblins. Nos sonhos, as loucuras que os duendes cometem podem conduzir o sonhador à pobreza e, como tal, devem estar o mais atento possível a todos os problemas que possam surgir.
• Ao sonhar que vê duendes, isso significa que poderá ter problemas com o que parece ser um prazer momentâneo;• Ao sonhar que você é o duende, isso quer dizer que a loucura das suas ações podem conduzi-lo à pobreza
.

In Sonharcom.com

Não estando certa que nos sonhos não seja, eu própria, um dos duendes pululantes, fico na dúvida sobre o meu destino: Uma pobre louca ou uma louca pobre?

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Grandes Filósofos

Just keep swimming. Just keep swimming. Just keep swimming, swimming, swimming. What do we do? We swim, swim.
In Dori, Finding Nemo

terça-feira, 13 de abril de 2010

Manual de instruções para correr com o monstro da nostalgia


1. Comprar um bilhete de avião para uma ilha grega e partir rumo ao sol.
Na impossibilidade desta seguir todas as outras cumulativamente.
2. Pousar em nu integral para o espelho de corpo inteiro e dizer alto: Eu não tenho gorduras inestéticas no meu corpo.
3. Reparar nas empregadas de limpeza lá dos nossos tascos profissionais e dizer alto: Eu não tenho que limpar o lixo que produzo.
4. Ver as fotografias do nosso facebook e dizer alto: pelo menos um quarto destas pessoas gosta mesmo de mim e três até me conhecem.
5. Lembrar da malta que no liceu tinha um ar cool e dizer alto: eu não me transformei em toxicopendente (os lexotans agora não interessam para nada) e também não trabalho no Pingo Doce.
6. Tirar o próximo Sábado inteirinho para nós e desperdiçar o tempo a fazer coisas muito estúpidas.
7. Comprar uma garrafa de Moet & Chandon, encher dez copos de cristal com ele e bebe-los enquanto se repete alto: Há pessoas que não sabem que isto existe.
8. Telefonar a um daqueles amigos que nos suportam tudo, criar uma discussão estúpida, mandá-lo à merda e desligar-lhe o telefone na cara.
9. Elaborar um plano qualquer. Um plano é uma espécie de antídoto contra o monstro da nostalgia. Na falta de coragem para planear a vida, planeiam-se as próximas férias de verão.
10. Fechar a janela por onde entrou a nostalgia.
Caso não seja possível seguir a primeira instrução, e se as outras nove, de forma cumulativa, não produzirem os resultados esperados, actuar da seguinte forma:
Ainda sob o efeito dos dez copos de champagne, dirija-se a uma qualquer caixa de ferramentas, procure um martelo e empregue toda a sua força na direcção do dedo grande do pé.
Verá como a dor física e todo o subsequente problema prático de gesso e muletas se encarregarão de mandar o monstro da nostalgia para a p*** que o pariu.

The Fucking Nostalgia

The fucking nostalgia é um monstro gordurento e oleoso que se cola aos cabelos e lhes dá um ar pouco lavado.
Habita em locais pantanosos, manifesta-se com maior intensidade em dias de chuva, em especial quando se seguem a fins-de-semana solarentos, e ataca quando menos se espera.
O monstro tem uma especial preferência por pessoas realizadas porque são as suas vítimas mais preciosas e raras. Para as caçar, sai do seu pântano e esconde-se à espreita no final dos dias felizes, nos quartos recém abandonados por um dos amantes, no cume das montanhas onde chegam caminhantes, dentro das televisões que se ligam no final de mais um dia.
Às vezes o monstro consegue construir epidémicas teias através das quais espalha a sua gordura, deixando rastos de nódoas e um ligeiro odor a enguias mortas.
Mesmo que se tenha muito cuidado, as insidiosas manhas do monstro são incontornáveis. Como uma visita indesejada, instala-se com grande aparato, desfaz as malas dentro da nossa sala, espalha os seus pertences pela nossa vida e nunca se sabe quando pensa ir embora.
O fucking monstro da nostalgia começa por nos abraçar de uma forma tão leve que parece confortável. Mas depois de nos envolver, os seus braços iniciam uma contínua actividade de esmagamento que pode levar à sufocação.
É oficial: Esta semana, o monstro atacou as autoras deste blog.