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quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Um dias destes, num museu de história natural perto de si



As sufragistas assexuadas que tramaram as suas congéneres não sabiam no que nos estavam a meter.
Não é só, nem é pouco, terem condenado as mulheres a uma existência de trabalhos forçados, espremidas entre o trabalho de fora e o trabalho de dentro e a educação das crias e dos pais das crias. E, por vezes, das mães dos pais das crias.
Sob o pretexto da libertação intelectual feminina (por sinal utópica para a maioria dos seres humanos e, especialmente, para os que têm que trabalhar para viver) essas senhoras inconscientes retiraram aos machos o histórico papel social de garantir o sustento das suas mulheres.
Como a natureza nos tem vindo a ensinar, num eco-sistema em que o espaço é limitado, espécie que deixa de ser necessária, extingue-se.
Eles, pobres deles, deixaram de ser manipulados pelas mulheres para passarem a ser ordenados por elas. E, parecendo que não, a alteração faz toda a diferença. Quebrou-se o mítico espaço em que ainda lhes era permitida a errada convicção da supremacia. De repente, as mulheres passaram a atirar-lhes à cara o poder de os despedir. Tanto em casa como nos empregos onde os substituem com uma rapidez assustadora.
Eles, por incapacidade de viver a precariedade do seu estatuto, optaram por se demitir do exercício de qualquer papel, ainda que residual. Desenvolveram enxaquecas, depressões, hábitos depilatórios e, mais recente e dramaticamente, cheiro de mulher.
Vítimas estúpidas de um processo que os levará à eliminação, filhos de mães que os criam palermas ao mesmo tempo que espevitam as filhas fêmeas, nada fazem para recuperar o seu estatuto. Ficam pateticamente contentes por dividir contas, deixam-se conduzir nos automóveis e nada vida, solicitam licenças de parentalidade, levantam tampas de sanitas em vez de exigirem urinóis nas casas de banho, e ainda sorriem à clonagem, inconscientes dos riscos que correm.
Capitu, lamenta a má sorte de já não viver numa sociedade que lhe permita ficar em casa a catar os piolhos da cria. Mas essa é só a face mais pragmática do problema. A outra é a crescente necessidade de passar a catar os machos.