O tigre
Ia e vinha, delicado e fatal, carregado de infinita energia, do outro lado dos firmes barrotes, e todos o olhávamos. Era o tigre dessa manhã, em Palermo, e o tigre do Oriente e o tigre de Blake e de Hugo e Shere Khan, e os tigres que existiram é que existirão e igualmente o tigre arquétipo, já que o indivíduo, no seu caso, é toda a espécie. Pensamos que era sanguinário e belo. Norah, uma menina, disse: "Está feito para o amor."
Pirata, porque é que uma menina diria algo assim? Imagine-se menina e vá lá buscar recordações da sua infância pirata, e na situação hipotética, a sério, saía-se com uma daquelas?
ResponderEliminarAinda mais, pirata, há que respeitar a natureza do bicho e não descrevê-lo como se fosse um adorável coelhinho branco com um laçarote cor-de-rosa. Só depois de aceite a natureza da fera poderá haver esse amor.
ResponderEliminarPrefero (de longe) Blake e o seu tigre.
Prefiro* pfffttt
ResponderEliminarQuerido anónimo mauzão, penso que a ideia é aquilo da pureza e da ingenuidade e assim. Nessa medida, todos somos Norah. Alguns só uma vez por ano, vá...
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