sexta-feira, 21 de maio de 2010

Esta semana, lá no meu trabalho (Quando a realidade supera a ficção)


Contexto:
Velhinho sem dentes, acusado do crime de maus tratos à mulher, arrastando atrás de si umas muletas.
- É verdade o que está aqui escrito? Neste dia e hora o senhor agarrou a sua mulher pela cintura e bateu-lhe?
- Eu???? Não toco nessa mulher há vinte anos! Até me mete nojo!
- hum…e é verdade que em várias datas não concretizadas lhe chamou puta?
- Eu??? …Isso é capaz, é! Não me lembro, mas é capaz.
- hum…então e quer explicar porque é que chamou puta à sua mulher?
- Eu??? Porque ela me chama corno e cabrão!!!

Dois minutos depois entra na sala a vítima, igualmente velhinha e desdentada, mas sem muletas e ligeiramente menos arrastada.
- Ai, as coisas que esse homem me fez! Durante estes anos todos…e bateu-me e tentou deitar-me o fogo e quer envenenar-me e chama-me de tudo e tranca-me a porta para me deixar na rua….
- hum...olhe…o arguido disse aqui, antes de a senhora entrar, que só lhe chamou puta porque a senhora lhe chama cabrão...
- Eu???? Er… mas isso, eu…er…. é com carinho! Eu chamo sempre cabrão com carinho!!!

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