segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Dentro da caverna de Platão

Passámos tanto tempo com as sombras como horizonte que esquecemos que a vida concretiza-se no relevo e no peso. Saberia reconhecer o anti-reflexo do ser em três dimensões distintas. Mas foi o simples toque de uma mão que me encheu de espanto. Um espanto animal. De carne. De coisa viva. E a imensidão das sombras, por um instante, diluiu-se nas veias. 

4 comentários:

  1. Fez-me lembrar que tenho um corpo vivo.

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    1. Tendemos a esquecer em demasia esses pequenos detalhes... :)

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  2. tanto por onde tocar fica esquecido no fundo da vida...

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    1. Ou no fundo da caverna, lá tapado pelas sombras.

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