domingo, 9 de outubro de 2016

Lisboa

Tem múltiplas cambiantes, esta Lisboa onde coube o amanhecer cinzento por onde te vi partir mas cabe também a manhã de hoje: o rio de um azul que faz doer o olhar; um barco que parte e outro que chega; as árvores que em breve espalharão o ouro pelo chão. 
Cabe ainda a Lisboa que o espelho me trouxer. 

6 comentários:

  1. Lisboa, no singular, espelhos, no plural, ainda que o texto não me pertença, como a(s) experiência(s), nas múltiplas cambiantes.

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    1. Na acepção borgeana de que um homem são todos os homens, a experiência de um dos homens é a experiência de todos os homens.

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  2. E aquelas colinas... aquelas colinas de curvas sensualmente sinuosas...

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    1. É preciso um esforço que não domino para ver sensualidade nas colinas de Lisboa. :)

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