quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Basalto negro



Ocasionalmente, quando é sexta-feira, ou quando os níveis de humidade estão elevados, ou acontece a faixa 11 ser a melhor de um álbum, ou uma gaivota atravessar a estrada na passadeira, ou o arco-íris ser duplo, ou acordar de noite com a zanga do vento e não saber onde estou, ou ouvir muito ao longe os sinos de uma igreja, ocasionalmente, mesmo quando ainda não é seja sexta-feira, abro as veias e, do sangue, depuro os resíduos do basalto.
Tenho, aos pés da cama, uma taça de prata cheia de basalto negro. 

2 comentários:

  1. a capitã tem um coração vulcânico... mas isso nã é novidade :)

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  2. Não tendo nada mais inteligente para dizer, apraz-me diluir a rocha na tontice da expressão 'Mãos ao ar, isto é um basalto'...

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