
Não sei quem foi o autor da popular metáfora das borboletas no estômago.
Sei que foi n´”O Deus das Pequenas Coisas” de Arundhati Roy que li, pela primeira vez, a metaforização da angústia numa traça alojada no peito.
Juntando as duas, parece-me legítimo concluir que as borboletas do estado inicial da paixão tendem a deslocar-se do estômago para o peito e a transformar-se em traças. Onde abrem as asas e esticam as patas. E passam o seu tempo a estraçalhar.
Não tenho nada contra borboletas. Mas sempre detestei as traças.
Sei que foi n´”O Deus das Pequenas Coisas” de Arundhati Roy que li, pela primeira vez, a metaforização da angústia numa traça alojada no peito.
Juntando as duas, parece-me legítimo concluir que as borboletas do estado inicial da paixão tendem a deslocar-se do estômago para o peito e a transformar-se em traças. Onde abrem as asas e esticam as patas. E passam o seu tempo a estraçalhar.
Não tenho nada contra borboletas. Mas sempre detestei as traças.