Para nós, os itinerantes, férias de luxo são aquelas que se conseguem passar em casa.
quarta-feira, 31 de julho de 2013
O silêncio é o ruído bom
Às vezes, tudo aquilo que precisamos é de silêncio. Essa especial forma de silêncio que fica no ruído permanente que produzem duas crianças e um cão.
quinta-feira, 18 de julho de 2013
Nota Para Não Escrever
Se o conhecimento é uma forma de escrita, mesmo sem palavras, uma respiração calada, a narrativa que o silêncio faz de si mesmo, então não se deve escrever, nem mesmo admitindo que fazê-lo seria o reconhecimento do conhecimento. Pode escrever-se acerca do silêncio, porque é um modo de alcançá-lo, embora impertinente. Pode também escrever-se por asfixia, porque essa não é maneira de morrer. Pode escrever-se ainda por ilusão criminal: às vezes imagina-se que uma palavra conseguirá atingir mortalmente o mundo. A alegria de um assassinato enorme é legítima, se embebeda o espírito, libertando-o da melancolia da fraternidade universal. Mas se apesar de tudo se escrever, escreva-se sempre para estar só. A escrita afasta concretamente o mundo. Não é o melhor método, mas é um. Os outros requerem uma energia espiritual que suspeita do próprio uso da escrita, como a religiosidade suspeita da religião e o demonismo da demonologia. A escrita - inferior na ordem dos actos simbólicos - concilia-se mal com a metamorfose interior - finalidade e símbolo, ela mesma, da energia espiritual. O espírito tende a transformar o espírito, e transforma-o. O resultado é misterioso. O resultado da escrita, não.
Herberto Helder, in 'Photomaton & Vox'
quarta-feira, 17 de julho de 2013
terça-feira, 16 de julho de 2013
Das origens do tráfico de estupefacientes
“29E disse Deus: Eis que vos tenho dado toda a erva que dê semente, que está sobre a face de toda a terra; e toda a árvore, em que há fruto que dê semente, ser-vos-á para mantimento.
30E a todo o animal da terra, e a toda a ave dos céus, e a todo o réptil da terra, em que há alma vivente, toda a erva verde será para mantimento; e assim foi.
31E viu Deus tudo quanto tinha feito, e eis que era muito bom; e foi a tarde e a manhã, o dia sexto.”
Excerto de: Sociedade Bíblica Trinitariana do Brasil. “Bíblia Sagrada.” Fábio Medeiros. iBooks.
https://itunes.apple.com/pt/book/biblia-sagrada/id575058767?mt=11
sábado, 13 de julho de 2013
Gualtiero, o Italiano
Os ex-reclusos contratados para Piratas chegaram ontem à noite ao navio e, por razões que não consigo de forma alguma compreender, insistem em ficar discretamente recolhidos nas suas camaratas, dizendo que até sairmos de águas nacionais não estão interessados em ver a paisagem. A única justificação que me ocorre para esta atitude é que estejam a atravessar uma fase de "desmame", numa progressiva habituação à liberdade. Ainda pensei em confirmar esta ideia através dessa ciência útil e séria que é a psicologia mas depois lembrei-me que, no dia em que me mudei para o navio e decidi só trazer o essencial, a primeira coisa que queimei na grande fogueira que fiz lá no jardim do condomínio privado onde vivia foram todos os meus livros de psicologia. Arderam lindamente, por sinal.
Para evitar lidar diretamente com o grupo dos ex-reclusos; não ser obrigada a decorar-lhes os nomes e poupar-me os incómodos das relações humanas (para isso já me bastam as crises de prima dona do Andhrimnir, o cozinheiro Pirata), pedi-lhes que elegessem um porta voz.
O eleito chama-se Gualtiero, diz-se italiano e esta tarde sentámo-nos os dois na proa a almoçar um suportável bacalhau com natas feito na bimbi que fui obrigada a comprar a Andhrimnir, o cozinheiro Pirata.
Os italianos têm um incansável prazer em verbalizar coisas e, apesar do meu evidente desinteresse pela sua vida, passou as duas horas do almoço a debitar-me esta história:
Gualtiero, o Italiano, foi para Pirata aos dezoito anos para curar um desgosto de amor por uma tal de Imogene. Uma certa madrugada, o navio onde pirateava naufragou (naufraga-se sempre de madrugada, toda a gente sabe) e ele acabou recolhido num castelo que, por força daquelas coincidências do destino que eu pensava que só me aconteciam a mim, pertencia à dita da Imogene e ao homem com quem esta, entretanto, se havia casado. Imogene, certamente uma intriguista a querer aproveitar-se do coração de ouro de Gualtiero, o Italiano, convenceu-o que só se casou com Ernesto sob coação e para salvar a vida do seu velho pai (nesta parte da história posso ter adormecido).
Então, decidido a salvar a sua amada das garras do marido mau, Gualtiero desafiou Ernesto para um duelo e acabou por o matar, tendo-se entregue, sabe-se lá por que razões, à polícia portuguesa ali para os lados de Elvas. Foi condenado e preso e a parte mais trágica é que a ingrata Imogene, demasiado ocupada a administrar a fortuna que herdou de Ernesto, nem um mísero panetone lhe foi levar à prisão.
Enquanto ele secava as lágrimas que lhe escorriam pelo rosto e eu contemplava a marina, imbuída de um profundo sentimento de simpatia por Imogene e já a congeminar uma forma de descobrir a morada desse tal castelo para lhe enviar um convite formal para esta empreitada, veio-me à memória uma certa noite passada no La Fenice, em Veneza, onde, pasme-se, vi encenada em palco, a vida do meu porta voz dos ex-reclusos, Gualtiero, o Italiano.
Foi disto que me lembrei:
Só fiquei um bocado confusa porque dizia-se no libretto que a ópera de Vincenzo Bellini, esse usurpador de histórias de vida dos meus piratas, estreou no Scala em 1827, o que faria de Gualtiero, o Italiano, o homem mais bem conservado de sempre.
Agora, assim a frio, penso que deve ter sido um lapso da gráfica.
lavar os dentes
O exercício diário de me esquecer de ti, que se aperfeiçoa dentro da máquina do tempo, exige-me a mesma energia irreflectida do gesto de lavar os dentes.
Evita-se o amor com o afinco mecânico de quem evita uma cárie e pensa-se... se isto é possível, como pode a humanidade valer alguma coisa?
quarta-feira, 10 de julho de 2013
A cinco dias de casa
Lisboa.
Espero encontrá-la vazia, sufocante e tão esquizofrénica como de costume.
Fotografia de Hugo Augusto
sábado, 6 de julho de 2013
Pai afasta de mim esse cálice... de vinho tinto de sangue
(...)
"Como é difícil acordar calado
Se na calada da noite eu me dano
Quero lançar um grito desumano
Que é uma maneira de ser escutado.
Esse silêncio todo me atordoa
Atordoado permaneço atento
Na arquibancada, para a qualquer momento
Ver emergir o monstro da lagoa
(...)
Talvez o mundo não seja pequeno
(cale-se)
Nem a vida um facto consumado
(cale-se)
Quero inventar o meu próprio pecado
(cale-se)
Quero morrer do meu próprio veneno
(cale-se)
Quero perder de vez a cabeça
(cale-se)
Minha cabeça perder teu juízo
(cale-se)
Quero cheirar fumaça de óleo diesel
(cale-se)
Me embriagar até que alguém me esqueça
(cale-se)"
A culpa, claro, é do vento Sudoeste.
De que adianta trancar portas e janelas e aprisionar-nos em casa, para nos protegermos a nós e aos outros de nós, quando se mantém o telefone e a internet? A sociedade conspira contra os loucos, especialmente os temporariamente loucos, dando-lhes meios de comunicação para que, em tempo real e à distância, espalhem a sua loucura. Mas não costuma ser cruel ao ponto de lhes dar também os meios para que, em tempo real e à distância, recebam o reflexo destrutivo dos efeitos da sua loucura.
Uma coisa é querer lançar o grito desumano de que fala a música e outra é, atordoado, permanecer atento a ver emergir o monstro da lagoa.
Mandam as regras da psicopatia moderada que quando se ateia um fogo não se lhe fique a assistir sentado no sofá da sala.
Mas como é que se pode prever que, depois de a loucura nos fazer perder a guerra do silêncio, quando se levantam os olhos do telefone, a pessoa a quem se acabou de enviar a mensagem esteja em direto na televisão, a recebê-la?
Como é que nos podemos proteger, a nós e aos outros, desta verdade, instantânea, indisfarçada, obscenamente intrusiva, irrevogável?
Ainda falta um dia para o vento virar a Oeste.
(cale-se)
O vento sudoeste 2
Tenho que estar aqui fechada em casa, às escuras e com as janelas fechadas, à espera que o vento que traz a loucura desapareça.
sexta-feira, 5 de julho de 2013
hey oohhh!!!!
Apesar de só eu, Andhrimnir (o cozinheiro viking), o meu cão e Polly (o papagaio emprestado), ocuparmos o navio, uma boa parte da tripulação já está contratada.
Fui perentória na recusa de gente que se identificou como descendente de Barbarossa, Francis Drake, Calico Jack, Henry Morgan, Bartolomeu Roberts, Ching Shih e mesmo Anne Bonney, que, com a clarividência de uma simples frase, me deu a coragem necessária para mudar de vida e liderar este projeto conjunto de difusão do terror pelos mares do mundo.
As razões para a recusa prendem-se com a minha insistência em fazer da meritocracia a regra predominante da nossa futura comunidade. Na verdade, será a única regra. Pensei muito nisto e concluí que, como seremos todos fora-da-lei, seria absurdo e inútil criar regras já que ninguém teria legitimidade natural, nem paciência, para as fazer aplicar. Além do mais, seria um dispêndio de tempo, meios e energia que só serviria para nos distrair dos nossos objetivos.
Assim, de cada um, será apenas esperado que faça aquilo que sabe e gosta, sendo que todos temos em comum, saber aterrorizar pessoas e gostar de dominar os mares e o mundo.
(A exceção será Andhminir que, agora que fui obrigada a gastar mil euros para lhe comprar uma bimbi, queira ou não queira, há-de ser cozinheiro até ao fim).
A tripulação até agora inscrita é constituída por dezasseis homens, oito dos quais ex-reclusos, ou que assim o serão logo que conseguirem fugir dos respetivos estabelecimentos prisionais, quatro mulheres, um cão snob que sabe dizer Kierkegaard, uma cadela vip e fashionista, uma gatinha impositiva que adota pessoas e um papagaio emprestado. Não aceitaremos ratos de espécie nenhuma.
Não consegui recrutar um anão para assegurar a quota das minorias mas, considerando que eu própria tenho pouco mais de metro e meio, se houver chatices com uma das centenas de comissões para a igualdade, resolvo o problema descalçando-me.
Como a vida de capitão-Pirata em regime de permanência é desgastante, e eu preciso de tempo para apanhar banhos de sol na proa, convidei uma espécie de amigo para assegurar as funções de capitão-Pirata em part time. Espero que aceite.
Levantaremos amarras na próxima lua cheia, na calada da noite, para não levantar suspeitas aos senhores da empresa de leasing que fizeram o favor de me financiar a embarcação.
O vento sudoeste
Hoje acordámos todos loucos.
Com os primeiros raios de sol, os gritos histéricos das gaivotas rebentaram-me no peito e incendiaram-me com a incerteza se vinham de fora ou nasciam por dentro. Vi os meus dedos dos pés retorcidos de unhas vermelho sangue e o espelho da casa de banho devolveu-me a miúda de franja que devo ter sido aos dez anos de idade. Ficou sentada no cesto da roupa suja a olhar para mim com desdém.
Ainda antes de abrir a porta, o vento entrou pelo buraco da fechadura e fez bater todas as janelas da casa que se transformaram em mariposas de vidros blindados a esvoaçar de encontro à liberdade.
Lá fora, o vento já tinha levado os chapéus das esplanadas e trazido o lixo dos homens que se lhes enrolou à volta dos sapatos como se fosse uma cauda gigante composta por todas as coisas que se querem esquecer. As crianças gritavam de horror, talvez com desdém dos rostos sem franja que se tornarão daqui a poucos anos. Passei por um grupo de pessoas que se contorcia de encontro aos postes da eletricidade e entrei no café de todos os dias, fazendo um esforço para esconder os dedos dos pés ainda retorcidos. Serviram-me um chá a escaldar na concha da mão.
Entrei na garagem do edifício onde gasto os dias, fazendo, por pudor, um esforço para não ver ninguém. Mas pelo canto do olho, apercebi-me que havia homens pendurados nos candeeiros e mulheres com a pele dos braços arrancada e apenas um olho pintado.
Dentro do meu gabinete as persianas gemiam ao ritmo do vento como carpideiras debruçadas sobre caixões abertos. Tentei fechar as janelas para me livrar de todos os sons e da miúda da franja, a olhar para mim com desdém. Mas o vento fez-me refém dessa cauda feita do lixo que se quer esquecer.
Salvou-me o meu secretário, homem do mar e conhecedor dos mistérios da vida, que, com os olhos postos nos meus dedos dos pés, ainda retorcidos, apressou-se a explicar-me.
- É o vento sudoeste, Senhora. Não ligue. Vamos andar todos loucos durante três dias.
quinta-feira, 4 de julho de 2013
quarta-feira, 3 de julho de 2013
Alienação de sobrevivência
É incrível como há uma série de coisa que perdem completamente o sentido depois de três ou quatro meses sem televisão. Gaspar era o marido da minha professora primária; Coelho uma figura patusca lá na minha universidade; Tó Zé o namorado que uma prima trocou por um qualquer Bernardo.
Não sei porque é que agora todos insistem em falar desta gente ao almoço e também não imagino o que possam ter a ver com as taxas de juro.
terça-feira, 2 de julho de 2013
domingo, 30 de junho de 2013
Dói-me o estômago
Começo a desconfiar que Andhrimnir, como cozinheiro, pode ter sido um terrível erro de casting. Para dizer a verdade, quando o vi na rua, nas suas vestes de homem estátua Pirata, imóvel, rodeado por um bando de miúdos ingleses aterrorizados, fiquei tão entusiasmada que o recrutei imediatamente para a função que me fazia mais falta, sem quer me ocorrer perguntar-lhe se sabia cozinhar.
Habituada às manias e desmandos dos chefes de cozinha, ainda esperei algumas refeições para lhe explicar que Nestum com mel não é propriamente aquilo que se espera de um cozinheiro Pirata num navio em contamos viver, se não no luxo, pelo menos, dentro dos parâmetros de uma elegância muito civilizada.
Andhrimnir não ficou ofendido com as minhas reclamações, mas adiantou-me a justificação que eu mais temia. Veio para esta vida para torturar pessoas e, por enquanto, ainda só me tem a mim e ao papagaio e eu proibi-o de continuar a arrancar penas ao bicho emprestado (logo a seguir ao tribunal europeu dos direitos do homem, o que mais temo são as organizações de defesa dos direitos dos animais).
Obriguei-o a passar a manhã na cozinha a ensaiar as receitas do livro da Vaqueiro mas, quando me viu cuspir o resultado, atirou com um prato Vista Alegre ao chão e plantou-se no mastro, a fazer de estátua, de onde diz que só sai depois de eu lhe comprar uma bimbi.
Não sei se aguento mais dois dias sem diretor de departamento de recursos humanos.
Raios partam os vikings.
Comunicações Intergalácticas
Dizer-te que o verão chegou e grita-se bolas de Berlim com creme nas praias cheias e as pessoas, de alguma forma, parecem felizes assim esticadas na areia e entrincheiradas numa panóplia de coisas de plástico que carregam consigo debaixo do sol tórrido e por cima das solas dos pés escaldados. Se ao menos algum dia te tivesses lembrado de comprar um chapéu de sol, ou uma toalha de praia, que fosse, talvez tivesses engolido o mesmo apaziguamento. Não estou segura que não sejam essas coisas que salvam a vida às pessoas. Baldes encarnados com peixinhos a morrer lá dentro, conchas vazias em cima de uma toalha oferecida por uma marca de cosméticos e derme inflamada podem ser a receita que nos garante o cumprimento da obrigação de uma morte feita de causas naturais.
Não sei se aí, onde te foste enfiar para te veres livre de nós, há verões de bolas de Berlim com creme ou se se vive uma irritante primavera eterna de vales verdejantes e coelhos brancos que nos vêm lamber os pés. Antes de morreres tinha a certeza que não havia nada, mas o nada é um local demasiado inóspito para se estar e agora sei que a fé é, sobretudo, uma matrícula na colónia de férias inventada que os homens pagam para terem para onde enviar os que já não cabem nos seus dias.
Dizer-te, ainda, que se vai vivendo aqui em baixo. Toma-se banho e come-se e trabalha-se e ouve-se música e lêem-se livros e compram-se muitas coisas. Os ponteiros de todos os relógios vão dando várias voltas e os dias caem dos calendários e por mais que o tivesse tentado nem sequer consegui impedir o verão.
- Espera dois meses que isso passa.
Dir-me-ias em tom sério e com a expressão sisuda e antipática com que usavas afastar os meus momentos drama queen.
E, claro, terias razão. Esperar que o tempo passe sempre foi a principal actividade dos homens.
Mas são aqueles que anseiam que o tempo lhes leve a memória que a praticam com maior angústia.
sábado, 29 de junho de 2013
Superioridade moral
Laranja Mecânica (Clockwork orange, Stanley Kubrick, 1971), no seu equivalente a visitas de estudo obrigatórias a Auschwitz por parte de uma certa direita alemã, é o filme que todos os insiders do sistema judicial deveriam ter em casa e ser obrigados a rever anualmente, para que não lhes seja possível esquecer uma série de coisas que preferimos acreditar que já saibam, mas que a gestão quotidiana dos problemas tende a deixar esmorecer num perigoso segundo plano.
Não falo apenas da moral imediata do filme, que são os perigos do experimentalismo psicológico na recuperação da delinquência ou a ideia simultaneamente romântica e aberrante de que é possível extrair de dentro das pessoas os seus impulsos para o mal.
A montante da moral imediata, o filme mostra uma outra que é muito mais importante do que a primeira. O sistema escolhe, mais ou menos aleatoriamente, uns para serem seus guardiões e outros para seus guardados. Mas as pessoas, essas, não deixam de partilhar a mesma natureza e apenas ocupam uma ou outra posição no tabuleiro em virtude de uma série de circunstâncias que são ocasionais e temporárias.
Só a consciência permanente dessa álea nos pode salvar dos desastres de um sistema mecânico, posto ao serviço da área onde o humanismo faz mais falta.
Vem isto tudo a propósito do facto de eu "ir para Pirata".
sexta-feira, 28 de junho de 2013
15 days to go
A quinze dias do fim, lembro-me que nas minhas missões, como nas guerras, as etapas mais perigosas são sempre o início e o final.
Subscrever:
Mensagens (Atom)





