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domingo, 3 de julho de 2011

Animais da planície

O meu senhorio, israelita da Mossad, rapaz com peito para suportar o meu nome inteiro tatuado em times new roman, voltou de Espanha e enviou-me uma SMS.
Quando a abri foi o cheiro da planície que se espalhou por esta sala de cidade, fazendo-a logo parecer mais pequena, mais insonsa, mais formal.
Dizia assim, a SMS:
Temos saudades das suas manias e estamos aborrecidos por não haver mais ninguém com quem gozar. Volte logo.



Ia responder com uma prelecção sobre o respeito que me é devido e a inconveniência das gracinhas tolas.



Mas antes que tivesse tempo de acabar a primeira palavra, já memória da planície tinha dominado o meu cérebro como uma droga de acção rápida.



Carreguei no delete, larguei o telemóvel e fui fazer as malas.



Amanhã volto para a também já minha terra.