Pensei que poderia viver sem Puccini e ofereci-o. Descobri que estava enganada e readquiri-o. Quando se oferece uma coisa que nos pertence, comprar outra igual para a substituir é de uma batota imperdoável. Mas em minha defesa devo invocar que ainda não conheci integridade moral que sobreviva a uma necessidade fundamental.
Hoje perdi-me na planície, ao som de Puccini no carro, com a cabeça vazia, os pés sujos de areia e seis livros novos à minha espera dentro de casa.
Afinal, a felicidade compra-se na FNAC.